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    Home » Gaza enfrenta escassez de dinheiro vivo
    Política

    Gaza enfrenta escassez de dinheiro vivo

    JornalismoPor Jornalismoagosto 11, 20257 Minutos
    A imagem mostra um grupo de pessoas em uma situação de distribuição de alimentos, onde várias mãos estão segurando panelas e recipientes de metal. Algumas pessoas estão parcialmente visíveis, com expressões de expectativa e urgência. O ambiente parece caótico, com muitos utensílios de cozinha sendo levantados ao mesmo tempo.
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    Em meio à crise generalizada de fome na Faixa de Gaza, muitos palestinos têm evitado pontos de ajuda e caminhões transportando alimentos por temerem ser pisoteados ou mortos a tiros. Em vez disso, eles tentam comprar os alimentos que podem nos poucos mercados e lojas que ainda funcionam no território.

    Mas encontrar dinheiro suficiente para comprar comida em Gaza é difícil devido à extrema escassez do próprio dinheiro físico. Bancos e caixas eletrônicos foram fechados e destruídos, e desde os ataques liderados pelo grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel não permitiu nenhuma grande injeção de cédulas pelo setor bancário no território. Isso abriu um mercado paralelo para obtenção de shekels israelenses, a moeda predominante, com palestinos forçados a pagar taxas exorbitantes para acessar seu próprio dinheiro para alimentar a si próprios e suas famílias.

    Ao mesmo tempo, houve um enorme aumento no preço de produtos básicos desde o início da guerra, especialmente diante das restrições israelenses à entrada de alimentos no território. Um saco de farinha de 25 quilos custa cerca de US$ 180 (R$ 976), um quilo de açúcar cerca de US$ 10 (R$ 54), e a mesma quantidade de tomates cerca de US$ 20 (R$ 108), de acordo com pesquisas realizadas na semana passada pela Câmara de Comércio do Governo de Gaza em três cidades. Os preços diminuíram desde que mais mercadorias entraram nos últimos dias, mas ainda são muito mais altos do que antes da guerra.

    Alguns palestinos recorrem à venda de seus pertences. Alguns pedem a amigos e familiares no exterior que enviem recursos. Mas mesmo palestinos com dinheiro em suas contas bancárias, incluindo aqueles que recebem salários regulares de organizações internacionais, estão pagando comissões de aproximadamente 50% para pessoas que têm reservas de notas de shekel israelense para acessar o próprio dinheiro.

    Essas pessoas —que estão essencialmente usando o dinheiro que acumularam anteriormente para ganhar mais dinheiro— normalmente montam seus negócios em cibercafés ou em esquinas na Cidade de Gaza, Deir al-Balah e Khan Yunis. Elas, ou seus representantes, oferecem cédulas a clientes que então transferem fundos online em troca, segundo moradores de Gaza que usam o sistema.

    Shahad Ali, 22, escreve para publicações internacionais sobre como é viver em Gaza, e recebe transferências bancárias por seus relatos. Ali, cuja mãe foi morta na guerra e cuja casa foi destruída, afirma que para receber US$ 300 (R$ 1.627), foi forçada a pagar uma comissão de US$ 144 (R$ 781).

    “É tão frustrante receber apenas uma parte do que você trabalha tão duro para conseguir”, diz Ali.

    Gaza há muito sofre com a escassez de dinheiro físico, mas a guerra piorou muito a situação, afirma Bashar Yasin, gerente geral da Associação de Bancos na Palestina, uma organização que representa o setor bancário. “Estamos falando de um problema antigo que se transformou em um desastre absoluto”, diz.

    Desde que o Hamas assumiu o controle do território em 2007, Israel raramente permitiu que bancos palestinos transferissem notas de shekel para o território.

    “É completamente injusto”, diz Nidal Kuhail, 31, morador da Cidade de Gaza que ajuda a sustentar seus pais e cinco irmãs. Ele trabalhava em um restaurante tailandês antes da guerra, mas diz que agora não tem mais nada em sua conta e passa a maior parte de seus dias tentando encontrar dinheiro, incluindo contatar qualquer pessoa no exterior que possa enviar fundos para apoiá-lo.

    “Precisamos de cada shekel que pudermos conseguir”, diz Kuhail.

    Não está claro quanto dinheiro está realmente em circulação em Gaza. Nos primeiros sete meses da guerra, muitos palestinos ricos que fugiram de Gaza levaram seus shekels com eles, afirma Yasin.

    O dinheiro nos cofres dos bancos também foi saqueado. Cerca de US$ 180 milhões (R$ 976,5 milhões) dos US$ 290 milhões (R$ 1,6 bilhão) que estavam armazenados em bancos antes do ataque de 7 de outubro foram levados, diz Yahya Shunnar, governador da Autoridade Monetária da Palestina, o regulador bancário palestino. Não está claro quem foi o responsável, diz Shunnar, ressaltando que tanto o Hamas quanto Israel têm recursos para explodir cofres e levar dinheiro.

    O exército israelense afirma que apreendeu “grandes quantidades de dinheiro pertencente ao Hamas e usado para financiar suas operações militares”. Não respondeu diretamente a perguntas sobre se tomou dinheiro dos cofres bancários. Izzat al-Rishq, diretor do escritório de mídia do Hamas baseado no Catar, não respondeu a um pedido de comentário.

    Shunnar diz que nenhum dinheiro novo foi injetado no sistema em parte porque a Autoridade Monetária da Palestina temia que os recursos pudessem ser roubados novamente. Ainda assim, o regulador enviou uma carta às autoridades israelenses este ano solicitando que examinassem a possibilidade de enviar dinheiro para o território, diz Shunnar, mas não recebeu resposta.

    O Cogat, a agência militar israelense que regula os assuntos em Gaza, disse que Israel não permitiria a transferência de notas de shekel para Gaza, citando o que descreveu como “dependência do Hamas em dinheiro para sustentar suas operações militares”.

    À medida que as antigas notas bancárias se desintegraram, surgiu um serviço de reparo para consertá-las, com fita, cola e estiletes usados para juntá-las.

    Especialistas financeiros e econômicos palestinos argumentaram que a melhor solução seria as pessoas em Gaza usarem pagamentos digitais. Durante o cessar-fogo de janeiro a março deste ano, os pagamentos digitais foram mais amplamente aceitos. Mas esses serviços foram interrompidos depois que Israel reiniciou a guerra e enviou uma carta severa ao maior banco palestino.

    Nessa carta, datada de 24 de abril, um alto funcionário do Ministério das Finanças de Israel, Yoray Matzlawi, escreveu ao CEO do Banco da Palestina, Mahmoud Shawa, dizendo que informações das autoridades israelenses indicavam que carteiras eletrônicas estavam sendo exploradas por militantes em Gaza. Matzlawi pediu ao Banco da Palestina que tomasse “ação imediata”.

    A PalPay, uma empresa de pagamentos digitais na qual o Banco da Palestina tem participação majoritária, respondeu reduzindo o limite para transações diárias de carteira eletrônica de 3.000 shekels (R$ 4.738) para 500 shekels, cerca de US$ 145 (aproximadamente R$ 787), e congelando a abertura de novas carteiras eletrônicas, de acordo com um funcionário do Banco da Palestina, que falou sob condição de anonimato para discutir tópicos sensíveis. O funcionário disse que o banco tomou a medida para garantir que estava mantendo os padrões internacionais relacionados ao combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo e para cumprir as orientações da Autoridade Monetária da Palestina.

    No entanto, mesmo para aqueles que ainda têm algum acesso a carteiras eletrônicas, elas são difíceis de usar após dois anos de uma guerra devastadora.

    Acesso irregular à internet e recorrentes interrupções na rede telefônica e de energia tornam a conectividade inconsistente.

    O número de vendedores que aceitam moeda digital diminuiu à medida que eles foram pressionados a manter dinheiro em espécie, de acordo com um relatório da Unicef de junho de 2025. Aqueles que ainda o fazem cobram um prêmio: produtos que estavam sendo vendidos por cerca de 90 shekels, ou US$ 26 (R$ 141), custariam cerca de 120 shekels (R$ 189), diz Ali.

    Em última análise, os palestinos dizem que a única maneira de a vida melhorar em Gaza é que um novo cessar-fogo entre Israel e Hamas seja acordado, ecoando apelos de agências de ajuda e governos estrangeiros.

    “Parar a guerra é essencial”, diz Faisal al-Shawa, vice-presidente do conselho da PalTrade, uma organização palestina de defesa de negócios.

    Saed Abu Aita, 44, foi ferido no início da guerra e tem um estilhaço alojado no peito. Ele foi deslocado de sua casa em Jabalia e agora vive em uma tenda com sua família no centro de Gaza. Ele começou a vender suas roupas para conseguir dinheiro para comprar farinha.

    “Nada é fácil para nós”, diz ele. “Somos submetidos a um tormento interminável para conseguir as coisas mais simples. Quando nossa miséria vai acabar?”

    Fonte Matéria

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